
Cadeia de suprimentos
Etiquetagem, marcação e codificação
Etiquetagem do BarTender
Rastreamento de itens e inventário
BarTender Track & Trace
Jim Donaldson
06.26.2026

Milhões de pessoas clicam em "Comprar agora" todos os dias e começam a acompanhar o processo de entrega. Em pouco tempo, podem acompanhar o processo de envio: desde o despacho e por todo o trajeto até a chegada ao centro de distribuição, sua saída para entrega e, por fim, sua chegada à porta. O que é considerado comum hoje teria sido visto como notável há apenas algumas décadas.
Uma tecnologia tão comum que a maioria das pessoas nem nota sua presença: o código de barras. O Dia Nacional do Código de Barras é celebrado todo dia 26 de junho em homenagem à primeira leitura do Código Universal de Produto (UPC), em 1974. É um momento propício para reconhecermos como essa inovação simples transformou o comércio, a logística, a saúde, a manufatura e muitos outros aspectos da vida cotidiana.
O código de barras foi criado no final dos anos 40 e início dos anos 50, quando inventores buscavam uma forma mais rápida e confiável de identificar produtos. Bernard Silver e Norman Joseph Woodland criaram uma versão preliminar do conceito e requereram uma patente em 1949. A tecnologia não foi utilizada comercialmente até a década de 60, recebendo ampla adoção na década de 70, com a introdução do Código Universal do Produto (UPC). Esse símbolo foi projetado principalmente pelo engenheiro da IBM, George Laurer, em 1973.
O momento decisivo aconteceu em 26 de junho de 1974, quando um pacote de 10 chicletes Wrigley’s Juicy Fruit foi escaneado em um supermercado Marsh em Troy, Ohio. Foi o primeiro produto com o código UPC a ser escaneado com êxito em um ambiente de varejo. Esse único “sinal sonoro” lançou uma era de automação.
O que teve início como uma estratégia para agilizar as filas de pagamento nos supermercados rapidamente se transformou em algo muito mais abrangente. As empresas descobriram que um identificador legível por máquina poderia ir além de simplesmente identificar produtos; ele poderia vincular itens físicos a dados digitais. Essa constatação estabeleceu a base para cadeias de suprimentos modernas.
Seria difícil imaginar um mundo sem códigos de barras hoje em dia. Eles auxiliam as empresas a monitorar estoques, gerenciar remessas, aumentar a precisão, diminuir desperdícios e oferecer aos consumidores uma visibilidade incomparável dos produtos que adquirem.
A principal diferença na tecnologia de código de barras é entre os códigos de barras 1D (lineares) e 2D (matriz). Entender isso explica por que os códigos de barras podem fazer muito mais hoje do que em 1974.
Um código de barras 1D armazena informações em uma única linha horizontal composta por linhas paralelas e espaços de diferentes larguras. O código de barras 1D está presente no conhecido UPC em uma caixa de cereal. Normalmente, ele tem uma quantidade restrita de caracteres, sendo usualmente um identificador de produtos que direciona para um registro em banco de dados. Os códigos de barras 1D são simples, econômicos e perfeitos para checkout de varejo em alta velocidade e inventário básico.
Um código de barras 2D armazena informações em duas dimensões, horizontais e verticais, por meio de padrões de quadrados, pontos ou outras formas. Como utiliza toda a área em vez de uma única linha, um código de barras 2D pode armazenar muito mais informações em um espaço menor, como números de série, códigos de lote, datas de validade, links da web e muito mais. Códigos QR e códigos Data Matrix são exemplos frequentes.
Diversos setores utilizam diferentes simbologias de código de barras, cada uma adaptada para uma função específica. Aqui estão as mais frequentes que você encontra sem perceber:
O código de barras original foi criado para responder a uma questão simples: "O que é esse produto?" Tecnologias modernas de código de barras atendem a demandas muito mais sofisticadas:
Progressos na tecnologia de código de barras 2D aumentaram significativamente a quantidade de informações que podem ser vinculadas a um produto. Isso possibilita rastreabilidade no itens individuais e vincula produtos físicos a informações digitais em que empresas e consumidores depositam cada vez mais confiança.
Simultaneamente, tecnologias complementares, como RFID, emergiram para lidar com diversos desafios de visibilidade. Embora um código de barras exija leitura direta na linha de visão, o RFID usa ondas de rádio para identificar e localizar itens marcados automaticamente, geralmente centenas de cada vez e sem linha de visão direta. Juntos, códigos de barras e RFID auxiliam empresas a aprimorar rastreabilidade, precisão de inventário e visibilidade operacional ao longo de toda a cadeia de suprimentos. Essa evolução é relevante, pois as empresas se deparam com demandas cada vez maiores por transparência, rastreabilidade e eficiência operacional.
A cadeia de suprimentos moderna depende da visibilidade. As empresas precisam ter conhecimento da localização atual dos produtos, seu histórico de movimentação e seu próximo destino. Essa visibilidade é possibilitada pela tecnologia de código de barras.
Conforme as cadeias de suprimentos se tornam mais interligadas, a função do código de barras segue se ampliando. Iniciativas emergentes, como passaportes de produtos digitais, relatórios de sustentabilidade e inteligência em nível de item, necessitam de um método confiável para vincular produtos físicos a dados digitais. Em muitos casos, essa jornada ainda começa com um código de barras.
O futuro da identificação de produtos está cada vez mais voltado para os códigos de barras 2D, que contêm informações mais completas e dão suporte a iniciativas emergentes, como passaportes digitais de produtos, autenticação de produtos e melhor interação com o consumidor. O esforço global "Sunrise 2027" do setor de varejo está encorajando lojas ao redor do mundo a aceitarem códigos de barras 2D no momento da finalização da compra, indicando uma mudança significativa em relação ao UPC linear, que predominou por 50 anos. Ao mesmo tempo, a adoção de RFID segue em expansão em setores nos quais identificação automática, reconhecimento de localização e gerenciamento de estoque em grande escala são fundamentais.
Em vez de competir, os códigos de barras 2D e RFID costumam trabalhar em conjunto para oferecer a visibilidade, a precisão e a inteligência necessárias para as cadeias de suprimentos modernas.
Contudo, mesmo com toda essa inovação, o conceito de código de barras continua bastante simples. Ele cria uma identidade digital segura para um objeto físico, possibilitando que as informações o acompanhem. Por mais de meio século, essa habilidade básica ajudou a moldar o comércio moderno.
Neste Dia Nacional do Código de Barras, celebramos uma tecnologia que, embora raramente receba atenção, desempenha um papel fundamental em muitas das experiências das quais consumidores e empresas dependem diariamente. O código de barras pode ser pequeno, mas seu impacto no mundo atual é imenso.
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Jim Donaldson é diretor sênior de comunicações corporativas da Seagull Software.

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